Conteúdo
- Introdução
- Tipos de perda auditiva
- Como é feita a classificação dos níveis de perda auditiva?
- Diagnóstico e cuidados com cada tipo de perda auditiva
- FAQ – Tipos de perda auditiva: como identificar, classificar e diagnosticar corretamente
Se você ainda acha que todos os casos são iguais, entender os tipos de perda auditiva pode mudar completamente sua percepção.
A perda auditiva não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Além de variar em intensidade (leve, moderado, severo e profundo), ela também pode ser classificada conforme a região do ouvido afetada.
De maneira geral, existem três tipos principais: condutiva, sensorioneural e mista. Cada um apresenta causas, sinais e cuidados específicos.
Neste conteúdo, você vai entender como diferenciá-los e por que esse conhecimento é tão importante para a saúde auditiva.
Mas antes de falar sobre os tipos, você sabe o que é perda auditiva? Vamos explicar!
A audição é medida por decibéis (dB), verificada individualmente ou em ambas as orelhas por meio de um exame chamado audiometria.
Esse exame tem como objetivo avaliar a capacidade auditiva da pessoa na interpretação dos sons, detectando alterações por meio do intervalo de frequências escutadas ou pela capacidade de compreensão de determinadas palavras.
Existem ainda exames complementares que auxiliam no diagnóstico da perda auditiva. O acompanhamento com profissionais especializados é importante para prevenir, diagnosticar e monitorar o grau evolutivo da perda auditiva ao longo da vida.
Agora, vamos aos tipos de perda auditiva:
Tipos de perda auditiva
Como falamos acima, são basicamente três tipos: condutiva, sensorioneural e mista. Entenda mais sobre cada um deles.
Perda auditiva condutiva
Um dos tipos mais comuns é a perda auditiva condutiva. Como o próprio nome sugere, ela impede que as ondas sonoras sejam conduzidas do ouvido externo para o ouvido médio. É uma condição que pode ser revertida em alguns casos.
As causas são variadas, podendo envolver:
- colocação de corpos estranhos no interior do ouvido,
- malformação dos ouvidos médios,
- perfuração no tímpano,
- inflamação com secreção e infecção (otite),
- alterações nos ossos do ouvido.
Os sinais e sintomas da perda auditiva condutiva envolvem:
- aumento do volume dos aparelhos utilizados no dia a dia,
- audição abafada,
- dor ou sensibilidade no ouvido,
- sensação de ouvido tampado,
- zumbido ou ruído constante,
- dificuldade para entender a fala,
- secreção ou líquido.
Nos casos mais graves, podem ocorrer tonturas ou desequilíbrios.
Perda auditiva sensorioneural
A perda auditiva sensorioneural é marcada por dano parcial ou total nas células sensoriais do ouvido interno, causando também comprometimento neural no nervo auditivo.
Mesmo que o canal do ouvido externo e médio esteja em perfeito funcionamento, a falha acontece na codificação dos sinais sonoros para o nervo auditivo. Em outras palavras: o som chega, mas não consegue ser processado e enviado corretamente ao cérebro.
Normalmente, esse é considerado um dos tipos mais relevantes e costuma ser irreversível. Sua causa está relacionada a:
- alterações congênitas,
- fatores hereditários,
- envelhecimento natural (presbiacusia),
- exposição longa a sons elevados,
- traumas,
- medicamentos agressivos ao ouvido.
Os sintomas podem acometer um dos ouvidos ou ambos, sendo que a perda em uma das orelhas pode causar dificuldades para entender a fala.
Dentre os sinais mais comuns estão:
- solicitar às pessoas que repitam o que disseram,
- cansaço mental em função do esforço auditivo,
- sensação de voz murmurada,
- dificuldade de localização sonora,
- dificuldades com sons agudos,
- afastamento dos grupos de conversa por não conseguir acompanhá-los,
- necessidade constante de aumentar o volume da TV, celular ou aparelhos de som,
- chiado, apito ou zumbido constante.
Quantas pessoas convivem com esses sintomas sem perceber o impacto disso na rotina?
Perda auditiva mista
A perda auditiva mista é uma junção dos dois tipos descritos acima, causando danos tanto no ouvido externo ou médio quanto no ouvido interno.
Nesse tipo, a alteração na condução do som pode ser parcialmente reversível, porém o problema sensorial tende a ser permanente.
Infecções crônicas no ouvido, traumatismos, tumores, lesões na cabeça e fatores genéticos podem estar entre as causas.
Como não poderia ser diferente, a perda auditiva mista envolve sinais e sintomas citados anteriormente, tanto da condutiva quanto da sensorioneural.
Como é feita a classificação dos níveis de perda auditiva?
Além dos tipos de perda auditiva, também é importante classificá-la segundo o seu nível.
Como parâmetro, podemos utilizar a audição normal, uma situação em que a pessoa consegue escutar sons que atingem até 25 decibéis (dB).
A perda leve (entre 26 e 40 dB) é aquela em que a pessoa tem dificuldade para ouvir sons suaves ou conversas em ambientes ruidosos.
Normalmente, o paciente precisa que frases sejam repetidas e enfrenta dificuldade para acompanhar conversas em grupo.
Na sequência, existe a moderada (entre 41 e 60 dB), quando conversas em volume normal podem ser difíceis de entender, exigindo esforço extra.
Nesse caso, a televisão ou o toque do telefone precisam de volume mais alto para serem percebidos.
Chegamos ao nível da perda severa (entre 61 e 80 dB), quando a comunicação oral se torna muito difícil e apenas gritos ou sons muito altos podem ser reconhecidos.
As pessoas que possuem esse nível de perda têm dificuldade de ouvir sons do ambiente, e campainhas ou buzinas podem não ser percebidas.
Por fim, temos a perda auditiva profunda (acima de 80 dB), situação em que a pessoa só ouve sons extremamente altos e em que a comunicação oral torna-se difícil sem o uso de aparelhos auditivos ou tecnologias como o implante coclear.
Leia também: 5 erros comuns ao comprar aparelhos auditivos
Diagnóstico e cuidados com cada tipo de perda auditiva
O diagnóstico preciso realizado pelo fonoaudiólogo é o primeiro passo para verificar em qual tipo de perda auditiva o paciente se enquadra.
Além disso, também será avaliado o nível dessa perda, sendo a audiometria fundamental para a correta identificação do grau.
Nos casos envolvendo a perda auditiva condutiva, será necessário verificar qual a causa dessa situação para buscar reversão, como por exemplo:
- remoção de cerume,
- tratamento de infecções (otites),
- procedimentos cirúrgicos.
Além disso, mudanças e cuidados com a higiene e proteção do ouvido precisam ser adotados, evitando ruídos altos, protegendo contra a água e excluindo o uso de hastes flexíveis e outros objetos nos processos de limpeza.
O check-up auditivo deverá ser realizado periodicamente. Quanto antes essa primeira consulta audiológica acontecer, melhores tendem a ser as condições de acompanhamento e possível tratamento.
Já quando os sinais apontam para condição sensorioneural, após o diagnóstico realizado por profissional capacitado, tornam-se fundamentais cuidados preventivos para evitar agravamento da situação.
Para isso, é indispensável atenção para medicamentos ototóxicos que podem danificar a audição e também avaliação de doenças associadas, como diabetes, hipertensão e infecções no ouvido.
Os exercícios para melhorar a capacidade do cérebro de processar sons, bem como o uso de aparelhos auditivos, são excelentes aliados que possibilitam ao paciente adaptar-se melhor à condição identificada e conquistar mais qualidade de vida.
Nos casos mistos, ou seja, aqueles que envolvem as duas condições, as ações serão direcionadas para buscar alternativas apropriadas dentro das possibilidades existentes.
É importante lembrar que o acompanhamento individualizado para cada paciente é essencial, pois existem particularidades que precisam ser consideradas no diagnóstico, cuidados e tratamento.
De maneira geral, os três tipos (condutiva, sensorioneural e mista) podem ser tratados com o uso de aparelhos auditivos específicos para cada situação. A proposta é amplificar o sinal acústico, favorecendo a passagem do som pela área comprometida.
Em alguns casos, no entanto, o aparelho pode não ser suficiente sozinho.
Pequenas cirurgias também podem ser cogitadas, a fim de solucionar o problema e recuperar boa parte da audição sem deixar sequelas.
Audição é assunto sério e não deve ser deixado de lado! Se você observa sinais de perda auditiva, é muito importante buscar o auxílio de um fonoaudiólogo, quando os cuidados individualizados são necessários.
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FAQ – Tipos de perda auditiva: como identificar, classificar e diagnosticar corretamente
Existem três tipos principais de perda auditiva: condutiva, sensorioneural e mista. A condutiva ocorre quando há dificuldade na condução do som até o ouvido interno. A sensorioneural está relacionada a danos nas células auditivas ou no nervo auditivo. Já a mista combina características dos dois tipos.
A perda condutiva geralmente está relacionada a problemas no ouvido externo ou médio e pode ser reversível em muitos casos. Já a sensorioneural envolve o ouvido interno ou o nervo auditivo e, na maioria das vezes, é irreversível, exigindo acompanhamento e reabilitação auditiva adequada.
Depende do tipo. A perda auditiva condutiva pode ser revertida em alguns casos, como quando causada por infecções, excesso de cerume ou alterações estruturais tratáveis. Já a sensorioneural normalmente não tem reversão, mas pode ser tratada com tecnologias auditivas e acompanhamento especializado.
A identificação do tipo de perda auditiva é feita por meio de exames específicos, principalmente a audiometria. Em alguns casos, exames complementares são necessários para um diagnóstico completo e preciso, sempre com acompanhamento de um profissional especializado.
A audiometria é um exame que avalia a capacidade de ouvir diferentes sons e frequências. Ela mede o nível de audição em decibéis (dB) e ajuda a identificar tanto o grau quanto o tipo de perda auditiva.
A perda auditiva pode ser classificada em leve, moderada, severa e profunda. Essa classificação é feita com base nos decibéis que a pessoa consegue ouvir. Quanto maior o grau, maior a dificuldade de compreender sons e conversas no dia a dia.
Os sinais mais comuns incluem dificuldade para entender conversas, necessidade de aumentar o volume da TV, pedir para repetir frases e sensação de ouvir, mas não compreender. Em alguns casos, também podem surgir zumbidos e cansaço ao tentar acompanhar diálogos.
Sim. Sem acompanhamento adequado, a perda auditiva pode evoluir gradualmente. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são fundamentais para preservar a qualidade de vida e evitar agravamentos.
Alguns cuidados importantes incluem evitar exposição prolongada a ruídos altos, não utilizar objetos para limpar o ouvido, proteger a audição em ambientes ruidosos e realizar check-ups auditivos regularmente.
Ao perceber qualquer alteração na audição, mesmo que leve, é importante procurar um fonoaudiólogo. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de controle, adaptação e qualidade de vida.
O uso de aparelho auditivo pode ser indicado para diferentes tipos e níveis de perda auditiva, especialmente nos casos sensorioneurais e mistos. No entanto, a indicação deve ser sempre personalizada, de acordo com o diagnóstico de cada paciente.

