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Como a sociedade pode contribuir na inclusão de surdos e de deficientes auditivos?

10,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva no Brasil, sendo 2,3 milhões com deficiência severa e, dessas, 15% já nasceram surdas. 

Os números, apresentados pelo Instituto Locomotiva e a Semana de Acessibilidade Surda, apenas reafirmam a necessidade de programas e projetos que contribuam na inclusão de surdos e de deficientes auditivos, já que enfrentamos uma espécie de epidemia silenciosa na sociedade.

Em 2015, foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) com o objetivo de “assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”.

Porém, apesar de estar há 7 anos em vigor, percebe-se o quão difícil é executar as regras estabelecidas e assegurar os direitos para a inclusão de surdos e de pessoas com deficiência auditiva na sociedade.

“Desafios acontecem desde os primeiros momentos de vida; ajuda dos familiares e esforços da sociedade fazem com que esse processo seja mais natural.”

A luta começa cedo

O desafio da família com uma pessoa com deficiência auditiva em casa começa logo na primeira infância, com a procura por escolas capacitadas e inclusivas. 

Segundo a LBI, “a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurando sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem”.

No papel, é perfeito. Mas será que funciona assim na realidade?

Surdos nas escolas

Para entender como o assunto é complexo, basta analisar os números da pesquisa do Instituto Locomotiva: apenas 7% dos surdos completaram o ensino superior, 15% frequentaram a escola até o ensino médio, 46% fizeram até o fundamental e 32% não têm nenhuma instrução sequer.

É importante que a escola tenha preparo e variadas abordagens para os deficientes auditivos, tendo em vista que existem diferentes perfis: aqueles que escutam pouco, os que não escutam nada, os que fazem uso de tecnologia para ouvir, os oralizados, aqueles com comunicação verbal mínima, os que fazem uso de Libras, entre outros. 

A diversidade é grande, exigindo adaptações em cada caso. Por isso, investir na capacitação de profissionais em Libras e intérpretes não é a única solução, mas já contribui para o aprendizado de muitos.

Juntamente a essa medida, é preciso ter suporte de outros profissionais capacitados, como fonoaudiólogos e psicólogos, além de tecnologias que contribuam para o ensino dos deficientes.

Trabalhar nas políticas de inclusão e de socialização dos surdos, para que todos possam conviver e aprender juntos nas escolas regulares, é um desafio que torna o processo de aprendizado mais adequado para os surdos ou deficientes auditivos.

E no mercado de trabalho?

Toda pessoa economicamente ativa quer ter a sua renda, fruto de seu trabalho. Não seria diferente com os surdos e deficientes auditivos. Mas, como já diz o ditado, querer não é poder… infelizmente.

São várias as dificuldades que permeiam a vida do deficiente auditivo, como falta de programas de assistência, exclusão de determinadas atividades, sem falar no preconceito dos colegas de trabalho e das próprias organizações, inclusive durante a seleção.

Ainda que a LBI determine que “a pessoa com deficiência tem direito ao trabalho de sua livre escolha e aceitação, em ambiente acessível e inclusivo, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas”, não precisa de muito para dizermos que não é bem assim que as coisas acontecem.

O que as empresas podem fazer?

O primeiro passo é ter uma equipe multidisciplinar na hora da contratação, para explicar a função e os direitos do trabalhador, sem que ele sofra discriminação. Feito isso, é importante promover atividades de inclusão dos surdos, com os demais, especialmente em sua chegada.

A promoção de ações educativas pode ajudar, e muito, na convivência e no entendimento da pessoa com deficiência no âmbito de trabalho, tornando o deficiente auditivo mais participativo e permitindo que os colegas o conheçam mais.

Outras ações importantes: disponibilizar tecnologias e recursos que ajudem o surdo a ter autonomia em seu trabalho, com as ferramentas necessárias para que ele possa trabalhar em sua capacidade máxima; oferecer assistência necessária e adequada que facilite a comunicação do surdo com os demais.

A empresa também pode promover eventos relacionados a Libras e às formas de comunicação dos deficientes auditivos, para que essa integração aconteça realmente.

E, além de tudo isso, a instituição não pode deixar de pensar no plano de carreira do surdo e da pessoa com deficiência: promoções, treinamentos, cursos, bonificações, incentivos que são oferecidos a todos os funcionários – eles não devem ficar de fora desse planejamento.

Inclusão de surdos em todos os lugares

Seja na escola, nas empresas ou até mesmo no convívio familiar, em casa, é preciso estar atento às necessidades e inclusão de surdos, promovendo um ambiente saudável, estruturado e inclusivo para garantir a inclusão do surdo e de deficientes auditivos.

O acompanhamento às consultas médicas e o incentivo ao uso de aparelhos e tecnologias que auxiliem a escutar melhor também é uma forma de apoio e suporte.

Precisa de uma orientação quanto ao uso de aparelhos auditivos? Conte com a nossa equipe!

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